sábado, 10 de setembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Pedro Guilherme-Moreira na LER Chiado
O autor esteve à conversa com Anabela Mota Ribeiro e Bruno Amaral na "livraria mais antiga do mundo": Bertrand do Chiado
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Uma tragédia moderna
Miguel Real faz a melhor e mais completa crítica ao livro "A manhã do mundo" no JL (Agosto 2011 - 2ª quinzena).Clique na foto para aumentar, pf./ The best and most comprehensive critique of the book by Miguel Real in JL (literary newspapaer). Click on photo to enlarge, please.
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Entrevista do autor ao Açoriano Oriental
Entrevista a Pedro Guilherme-Moreira publicada no Açoriano Oriental, o mais antigo jornal em circulação em Portugal./ One more interview in portuguese
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terça-feira, 30 de agosto de 2011
Ele e os críticos/ Him and the critics (in portuguese)

Um balanço da abordagem pública do livro nos últimos três meses, feita pelo próprio autor:
Em breve será aqui publicada a intensa, abrangente e comovente recensão de Miguel Real, mencionada neste artigo, e que fechou o período de recepção inicial do livro.
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011
As escolhas do autor no Atual, Expresso, de 20110820/ The author book choices in Expresso weekly newspaper
As escolhas do autor d'"A Manhã do mundo" no suplemento Atual, semanário Expresso, de 20 de Agosto de 2011. As desculpas pelo lapso no título do excelente romance de Hélia Correia, que é "Adoecer" e não Adormecer, como aparece na coluna:
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
A crítica de Pedro Teixeira das Neves no PtNet Literatura

Pedro Teixeira das Neves é, além de autor premiado, jornalista no "Câmara Clara" (RTP2) e faz crítica literária. Aqui está a sua apareciação ao livro "A manhã do mundo":
[06-08-2011] | Pedro Teixeira NevesMuitas manhãs teve o mundo desde que é mundo, mas poucas terá tido como aquela do 11 de Setembro de 2001. O século havia acabado de mudar e com ele a esperança, sempre adiada, de um planeta melhor, livre de ameaças globais, como a guerra, a fome, a seca, os confrontos religiosos e político-ideológicos, etc. Porém, nesse Setembro fatídico do novo século a vir um monstro novo (ou renovado) mostrava os seus dentes, a sua cabeça, e a sua endémica insânia: o terrorismo made in século XXI irrompia fazendo colapsar em segundos as célebres Twin Towers nova-iorquinas. A América era atacada dentro de casa, no coração agora transformado em trevas. Aí, sim, o mundo verdadeiramente mudava e quem assistia em directo ao terror pelas televisões arrepiava-se na plena consciência disso mesmo. Uma vez mais, a realidade parecia troçar da ficção, suplantando-a de longe.
Resultado, um mundo em convulsão, novos confrontos militares de toada vingativa pela frente, milhares de mortos para contabilizar. Só no ruir das torres, cerca de 3 mil, de múltiplas nacionalidades. Éramos, fomos (somos?) todos americanos por alguns momentos de dor e incompreensão. Avancemos para o que aqui nos traz, uma vez o contexto exaurido: o 9/11 era óbvio que trazia consigo o gérmen de muita matéria ficcional, ensaística e romanesca pela frente. Simplesmente pelo impacto emocional que despoletou nas pessoas, simplesmente pelo insólito e inominável dos factos. Pois bem, cerca de dez anos passados pela fatídica data, há novo romance português sobre o assunto.
Escreveu «A Manhã do Mundo» Pedro Guilherme-Moreira, no que constituiu a sua estreia ficcional – ao que parece, com um livro que deveria ter sido o terceiro a ser editado; da sua lavra, entendamo-nos. Mas isso são outros quinhentos, a confirmar quando os ditos vierem a lume. Para já, este interessante romance, muito contido e seguro, como pedia a temática, muito bem estruturado e urdido no jogar e entrecruzar das vidas e mundos das suas várias personagens. Como mote, os saltadores. Aqueles e aquelas que voaram para a morte do alto das torres em chamas, aqueles e aquelas que alguns, do alto da sua cegueira catolicista, viram como desistentes e por isso os renegaram – é o que conta a história do documentário «The Falling Man», foi o que indignou e fez reflectir Pedro Guilherme-Moreira.
Estamos, pois, por dentro de vidas, vidas cujos destinos se cruzaram no acaso do destino. Porém, e porque aos acasos muito devemos, tanto na vida como na morte, e se alguém tivesse tido a capacidade de prever o nefasto acontecimento e ousasse, e pudesse inverter a marcha da História? É por aí que corre o romance, dando-nos uma primeira perspectiva do atentado, apresentando-nos os pequenos mundos interiores dos seus actores, para, numa segunda parte, quase chicoteado o enredo, meter marcha-atrás e trocar as voltas ao destino, ou a parte dele. Relato emocionante de vidas e afectos, caminhamos nas suas páginas com as personagens, quase sentido por dentro o turbilhão emocional por elas experimentado. E com elas quase podemos dizer, somos todos saltadores…
Romance de cariz psicológico, «A Manhã do Mundo» não é, malgrado o assunto que trata, um romance de desesperança, não é um romance interessado em desmontar as peripécias trágicas daqueles que morreram, não é um livro interessado em abrir feridas, antes um livro preocupado com as pessoas, com os seres humanos, interessado em dar-nos o seu lado melhor, em revelar o fundo de humanidade que nos assiste até nas piores circunstâncias. É, nesse sentido, um livro positivo, que, mais do que tudo, ensaia compreender/ aceitar, para seguir adiante. Não se trata pois de diabolizar o outro ou outrem, antes de dizer, de lembrar, de não deixar esquecer. Ler um livro, ler este livro, não é senão um passo nesse sentido obrigatório. Não deixar morrer."
Link original: http://www.pnetliteratura.pt/critica.asp?id=3673
sábado, 13 de agosto de 2011
A crítica do professor Abel Dias Ferreria e Gil Vicente
Como a crítica sábia do professor Abel Dias Ferreira apanha o simbolismo lembrando Gil Vicente.
Ao acabar, tive a estranha sensação da urgência de reiniciar a leitura.
É que, como diz o grande escritor, “a memória ocupa-se do acessório e apaga o essencial” (página 57). Não sei se apaguei o essencial ou se quis reter o todo. E o todo é difícil de reter, sobretudo quando me surge aos olhos e à alma como essencial. Não tive, pois, acessório para alcandorar a memória. Certamente culpa do autor que desconjunta juntando a essencialidade da vida na “pior de todas as comoções, a esperança (…)” (página 197). Por vezes, e é bem verdade, queremos “ver pássaros e anjos, mas só se vê pessoas” (página 145). E ver pessoas, sinceramente, em muitos contextos, é perder a esperança. “Às vezes as pessoas fazem rugas no mundo, em vez de o alisar.” (página 31).
A dádiva de Deus, a visita, a purificação, a colheita, a guerra, a custódia, a sensibilidade, a paz, o trabalho, a nobreza e a mensagem divinamente alada constituem tipos impressionantes! Tangem Gil Vicente no plano, ultrapassam-no no redondo. Tudo num anverso e verso de um Janus circunstancial. Tudo num universo de consciências sem consciência de A a Z. Tudo num mundo em que “A morte é certa, e no entanto culpa-se quem morre por escolher quando.” (página 145)… decide voar.
Muito obrigado, escritor!
Muito obrigado!
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terça-feira, 2 de agosto de 2011
Na NS (Diário e Jornal de Notícias) de 30 de Julho de 2011/ In NS magazine
"A manhã do mundo" integra a recensão de João Céu e Silva a seis livros, publicada na revista "Noticias Sábado" (NS), que acompanha neste dia os diários Jornal de Notícias e Diário de Notícias, e feita de um modo original: lendo a primeira e última frase de cada livro. Pf clique na foto para ler.
domingo, 17 de julho de 2011
No Jornal "i" - entrevista para a secção "Faz-se assim" do Liv de 16 de Julho/ Interview in "i" newspaper
Entrevista sobre os hábitos de escrita na secção "Faz-se assim" do suplemento Liv de 16 de Julho de 2011 - pf clique na foto para ler/ Interview about writing habits in "i" newspaper (considered the "world's greates design newspaper")
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quinta-feira, 14 de julho de 2011
Lançamento "A manhã do mundo" no Porto (10 de Julho de 2011)/ Oporto release on July 10th
Lançamento no Porto no dia do aniversário do autor/ Oporto release in the author's birthday (it's his home town):
O autor e o Professor Pinto da Costa/ The author and the distinguished Professor Pinto da Costa
Um bolo especial num dia especial/ A special cake in a special day
O magnífico Clube Literário do Porto engalanado para o lançamento/
The book well exposed in CLP bookstore
Maria do Rosário Pedreira apresentando/ The editor presenting
O autor, Pedro Guilherme-Moreira/ The author
quarta-feira, 13 de julho de 2011
A opinião do Prazer da Leitura/ A blog's review
Clicar no link abaixo, pf:
http://omeudiariodaleitura.blogspot.com/2011/07/manha-do-mundo-pedro-guilherme-moreira.html
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sexta-feira, 8 de julho de 2011
No Mais Mulher, Sic Mulher/ On Sic Woman TV
Recomendação de Maria João Lopo de Carvalho, sob supervisão de Ana Rita Clara, no dia 7 do 7/ A recommendation by Maria João Lopo de Carvalho on Sic Woman tv:
Na revista "Blitz" e nos jornais "O Jogo" e "Correio do Minho"
O voyeurismo da revista Blitz:
E as recomendações certeiras d'"O Jogo",
e do "Correio do Minho":
Um agradecimento a todos!
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quinta-feira, 7 de julho de 2011
No jornal OJE
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quinta-feira, 30 de junho de 2011
No cabaz de férias do blogue "Alegre ou triste"
O blogue "Alegre ou Triste", num "post" sobre escolhas de livros para o Verão/ férias, inclui "A manhã do mundo" - além do mais, o "post" é imperdível porque está muito bem escrito:
http://alegreoutriste.blogs.sapo.pt/105858.html
http://alegreoutriste.blogs.sapo.pt/105858.html
terça-feira, 28 de junho de 2011
No programa "Autores", uma de quatros novas apostas/ On tv, "Autores"
Pelo minuto 42 do programa "Autores" de 24 de Junho de 2011
Vídeo: http://www.tvi24.iol.pt/programa/3682/11
Vídeo: http://www.tvi24.iol.pt/programa/3682/11
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Um dos novos portugueses ilustríssimos (Diário Económico) / The author chosen as one of the "New illustrious Portuguese"
O artigo que "elegeu" o autor como um dos "novos portugueses ilustríssimos" na literatura.
Clicar em cima para ler, pf.
This article "elected" the author as a "new Portuguese illustrious" in literature.
Click below to read in portuguese, please.
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This article "elected" the author as a "new Portuguese illustrious" in literature.
Click below to read in portuguese, please.
A crítica de Márcia Balsas/ A good review in portuguese by Marcia Balsas
Todos os livros têm uma razão para serem lidos. “A Manhã do Mundo” teve uma forma muito peculiar de chegar às minhas mãos. A verdade é que fui à sessão de apresentação deste livro sem saber nada de nada, nem nunca tinha ouvido falar do autor (vergonha!); fui por convite de uma amiga, o tema intrigou-me, os comentários de alguns leitores também… deste livro não esperava nada, estava em branco, curiosa mas a zero… certo é que me conquistou desde a primeira página e me arrebatou em vários momentos. Provavelmente posso considerá-lo uma surpresa, para já a maior (e melhor) surpresa deste ano.Adoro quando me acontece gostar assim de um livro, apetece-me falar dele a toda a gente, discutir o tema e trocar ideias; escrever, escrever e escrever sobre ele…
Pedro Guilherme-Moreira escreve muito bem, é uma delícia percorrer todas as palavras escolhidas de forma sublime para conjugar frases que nos deixam a pensar mesmo depois de fechar o livro; senti que cada vez que fazia uma pausa as personagens ficavam comigo, apetecia-me saber mais e aprofundar as suas vidas, imaginava o que poderia ter acontecido se… pois…o “e se?” é a origem, a base de sustentação de todo este livro, o ponto de partida para uma viagem, ou melhor, para duas viagens inesquecíveis.
“E se alguém que assistiu a tudo acordasse a tempo de evitar a tragédia?”
Nunca tinha lido um livro escrito a partir dos acontecimentos dos atentados de 11 de Setembro de 2001, nem sei se há mais algum. Achei algumas passagens aterradoras, não só por descreverem de forma muito real o que poderia ter passado pela mente das vítimas no momento de encarar a morte, mas também pelo paralelismo com outras situações históricas limite.
“Millard consegue finalmente ar e, simultaneamente, cai em si e apercebe-se do que acaba de fazer. Sem hesitar, salta. (…) Millard está a voar. Foi-se. (…) Vejo agora à minha frente as filas de judeus nus às seis da manhã de um dia de Inverno, na Polónia, há cerca de sessenta anos. (…) Não é uma fila para o extermínio, pelo menos não imediatamente, e a maioria destas pessoas vai fazer a marcha da morte, a fuga dos invasores por causa da chegada dos Aliados. (…) Estas filas passam-me à frente dos olhos enquanto me agarro não sei bem a quê nem a quem. Há pessoas que me puxam para baixo, de vez em quando, para me ganharem o lugar. Estico as pernas para deixar entrar cabeças junto aos meus pés, no canto inferior da janela. Tenho de me ajoelhar sobre elas, estou a ser fortemente pressionada pelas costas e em breve posso ceder. Decido não ficar na fila de corpos nus sujeitos a todas as tormentas. Decido não morrer asfixiada, queimada. Olho lá para baixo e já não me assusta como no princípio. (…) São oito ou nove segundos em que o pânico só está no primeiro. Depois desaparece. Ainda lutamos por algo em pleno ar. Depois somos nós. Eu, Thea. Eu, que saltei.” (págs.108, 109, 110).
Dei por mim a imaginar o processo de criação deste livro, o desenvolvimento de um fio condutor a partir de notícias da altura, mas se calhar a partir principalmente de imagens. Olhar para as imagens das pessoas que “escolheram” morrer a saltar, e desenvolver-lhes uma vida, uma rotina, o dia-a-dia que podia ser o de qualquer um de nós quando vai de manhã para o trabalho.
É este realismo que perturba e consome, não basta o facto dos acontecimentos serem verídicos, mas estamos perante um grupo de personagens cujas vidas se cruzam de forma tão real, que podia mesmo haver alguém como eles para quem o dia 11 de Setembro foi o último.
Criatividade. Está na base desta narrativa. Não só o surgimento das personagens com o seu círculo de relações e rotinas, mas também a introdução da dúvida, da hipótese de voltar ao início e evitar a desgraça. A exploração do mistério da existência de um universo ou dimensão paralela, que poderia permitir alguém (com esse “poder”) situar-se num momento anterior sabendo o que se iria passar. Conseguiria de facto contornar os factos históricos e alertar o mundo? Alguém acreditaria? Ou o terror de saber a morte dos que são mais próximos permitiria apenas evitar a morte de uma ou duas pessoas? Tratar-se-á de uma troca de lugares? Um mero desvio, uma alteração de nome na lista das vítimas. O mundo não ganha nem perde… o medo continua cá… e a vida nunca mais foi a mesma desde esse dia.
Recomendo este livro sem qualquer reserva. Parabéns à Dom Quixote por continuar a apostar em autores portugueses, são eles os embaixadores da nossa língua, infelizmente tão maltratada no dia-a-dia.
Sinopse
“No dia 12 de Setembro de 2001, Ayda encontrou-se com Teresa num café de Allentown e, com o jornal aberto sobre a mesa, foi implacável com os que tinham saltado das Torres Gémeas, chamando-lhes cobardes; mas não disse à amiga que, na verdade, o que sentia era outra coisa, uma grande frustração por o marido e o filho a terem abandonado e rumado a Nova Iorque num momento em que ela se recusava a tomar a medicação e lhes tornava a vida um Inferno - e de não ter coragem de fazer o que esses tinham feito.
Entre os que saltaram, estavam Thea, Millard, Mark, Alice e Solomon - todos personagens fascinantes, com histórias de vida simultaneamente banais e extraordinárias -, que o acaso reuniu no 106.º piso da Torre Norte do World Trade Center naquela fatídica manhã. Se Ayda, por hipótese, conhecesse essas histórias e o drama que eles enfrentaram, decerto não os teria insultado tão levianamente. Mas poderá o destino dar-lhe uma oportunidade de rever a História?
Este é um romance admirável sobre o medo e a coragem, o desespero e a lucidez, a culpa e a expiação; mas é também um livro sobre Einstein e os universos paralelos, sobre o que foi e o que podia não ter sido. No décimo aniversário do 11 de Setembro, a memória não basta, é preciso combater o esquecimento indo para junto dos heróis que viveram o horror e compreender cada um dos seus actos - se necessário, saltar com eles, conhecer aquela que foi a manhã do Mundo.”
Entre os que saltaram, estavam Thea, Millard, Mark, Alice e Solomon - todos personagens fascinantes, com histórias de vida simultaneamente banais e extraordinárias -, que o acaso reuniu no 106.º piso da Torre Norte do World Trade Center naquela fatídica manhã. Se Ayda, por hipótese, conhecesse essas histórias e o drama que eles enfrentaram, decerto não os teria insultado tão levianamente. Mas poderá o destino dar-lhe uma oportunidade de rever a História?
Este é um romance admirável sobre o medo e a coragem, o desespero e a lucidez, a culpa e a expiação; mas é também um livro sobre Einstein e os universos paralelos, sobre o que foi e o que podia não ter sido. No décimo aniversário do 11 de Setembro, a memória não basta, é preciso combater o esquecimento indo para junto dos heróis que viveram o horror e compreender cada um dos seus actos - se necessário, saltar com eles, conhecer aquela que foi a manhã do Mundo.”
Dom Quixote, 2011
Link directo para o artigo no blogue da Márcia: http://planetamarcia.blogs.sapo.pt/328617.html
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Pedro Guilherme-Moreira na Antena 1, sobre "A manhã do mundo" - também para surdos/ The author interviewed on national radio
Entrevista do autor à Antena 1 - que o próprio autor legendou e publicou no youtube, para que possa ser "ouvida" pelos seus leitores surdos./
The author interview on Antena 1 national radio - in portuguese
The author interview on Antena 1 national radio - in portuguese
Crítica de João Bonifácio, no Público de 20110624/ Review on national newspaper "Público"
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segunda-feira, 20 de junho de 2011
Na "Livraria Ideal" (TVI24)/ The book recommended on tv
O João Paulo Sacadura teve a simpatia de lhe chamar "auspicioso romance".Infra fica a ligação para o vídeo (aparece nos primeiros segundos do programa) e duas fotos./
João Paulo Sacadura called it "an hopeful novel" (it appears in the first seconds of the program).
Vídeo: http://www.tvi24.iol.pt/programa/3494/24
Fotos:
João Paulo Sacadura called it "an hopeful novel" (it appears in the first seconds of the program).
Vídeo: http://www.tvi24.iol.pt/programa/3494/24
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quarta-feira, 15 de junho de 2011
Feira do Livro do Porto - sessão de autógrafos
No dia 10 de Junho, a mesa do autor esteve movimentada.
On June 10th, the author's book signing was busy all afternoon:
On June 10th, the author's book signing was busy all afternoon:
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quinta-feira, 9 de junho de 2011
"A manhã do mundo" no TOP Literário
"A manhã do mundo" atingiu esta semana o 6º lugar do Top literário Bulhosa Books & Living:
The book has reached 6th place in this important literay chart:
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Professor Pinto da Costa apresenta o livro no Porto/ Professor Pinto da Costa presents the book in Porto
Professor Pinto da Costa confirmado como apresentador do livro "A manhã do mundo" no lançamento do Porto, a 10 de Julho, no Clube Literário do Porto
Professor Pinto da Costa will be presenting the book in Oporto Literary Club on July 10th, 18h:
Professor Pinto da Costa will be presenting the book in Oporto Literary Club on July 10th, 18h:
Crítica de Pedro Brás Marques/ A review in portuguese
«A Manhã do Mundo», por Pedro Guilherme-Moreira, Ed. D. Quixote, 2011. Antes do mais, convirá uma declaração de interesses: conheço o Pedro há cerca de trinta anos. Fomos condiscípulos no Colégio, embora em anos diferentes e viemos a coincidir na profissão. Não se pode dizer que sejamos próximos, mas temos confiança suficiente para nos sentarmos a uma mesa, tomar um café e trocar dois dedos de conversa.
Dito isto, foi com redobrado interesse que avancei para este livro do PG-M, lido, curiosamente, em grande parte, dentro de um avião, nas viagens futebolísticas entre Porto e Dublin. “A Manhã do Mundo” está a ser anunciado como o “primeiro” do autor, uma afirmação a ser complementada com “numa grande editora”, uma vez que o Pedro já publicara outras obras.
A capa não deixa dúvidas: o tema é o 11 de Setembro de 2001, provavelmente o mais icónico acontecimento deste jovem século. Mas PG-M não avança para explicações políticas ou, sequer, civilizacionais. Não, o choque, aqui, é outro. São os minutos finais de um punhado de vidas, confrontado com o seu fim existencial. O que terá passado pela cabeça desta gente? Rezaram, choraram, encolheram os ombros, gritaram, saltaram? Cada um dos personagens escolhidos tem uma história, um mundo imenso só seu, a experiência de uma viagem única prestes a terminar. Estão ali porque as circunstâncias o ditaram. Podiam, até, ter estado noutro sítio, àquela hora pois “ao contrário de muitas histórias do 11 de Setembro, em que o fio do destino poderia ter flectido ou vibrado de outra forma por causa do mais ínfimo pormenor” (pag.91) aquelas vão terminar ali mesmo. “A religião, qualquer religião, serviu(…) Os que buscaram apenas a razão, morreram mais depressa” (p.155). Por vezes, muitas vezes, até, o autor deixa passar a ideia da existência de um certo determinismo, de que aquelas vidas, como as nossas, teriam um Destino traçado, o que é alimentado pelas pequenas histórias e acontecimentos que preencheram a vida das personagens antes do Inferno abrir portas em Nova Iorque. É um conceito que muita gente aceita, só que eu não, mas que o PG-M usa com mestria, assim enriquecendo a complexidade de cada personagem, especialmente face ao inevitável. Como o voo. Esse salto para o vazio, desde uma torre de metal, quando já se percebia que a salvação física era uma impossibilidade e que os edifícios iriam desaparecer “como se alguém se tivesse limitado a arrancar o ralo da banheira e essoutro gigante, o de aço e betão, se tornasse líquido” (p. 161).
Com uma maturidade na composição da trama e na caracterização de personagens que me surpreendeu, PG-M oferece ao leitor uma nova visão sobre um acontecimento que, todos nós, vimos, sentimos, mas não estivemos ao lado daqueles que literalmente a viveram. Eu sei exactamente onde estava, com quem estava e, até, que canal e que jornalista estava no ar, quando o segundo dos aviões embateu. Há uma dimensão “bigger than life” neste ataque terrorista e na posterior derrocada das torres. Mas o grande mérito deste livro é obrigar-nos a alterar o enfoque, qual “efeito Google Earth”, do cenário enorme e global que conhecemos para centrar a atenção em cada ser humano que ali esteve e que o autor escolheu para, quase dez anos depois, ressuscitar sob a sua pena.
Mas o autor não se limitou a pseudo-ficcionar o passado. Criou um “verso” e um “anverso”, cedendo a esse pueril desejo que guardamos dentro de nós de poder mudar o mundo e, em especial, o passado. Não, não se trata de uma investida na temática da “História Alternativa”, um sub-tema tão querido ao universo da ficção científica. O que PG-M nos oferece é a continuação da viagem das personagens, como se elas não tivessem desaparecido, para que concluamos que as suas reacções são iguais às nossas, que por cá ficámos. Efectivamente, nunca será demais recordar que podia ter sido um qualquer de nós, naquele dia, naquela cidade, naquelas torres…
Parabéns, Pedro!
Dito isto, foi com redobrado interesse que avancei para este livro do PG-M, lido, curiosamente, em grande parte, dentro de um avião, nas viagens futebolísticas entre Porto e Dublin. “A Manhã do Mundo” está a ser anunciado como o “primeiro” do autor, uma afirmação a ser complementada com “numa grande editora”, uma vez que o Pedro já publicara outras obras.
A capa não deixa dúvidas: o tema é o 11 de Setembro de 2001, provavelmente o mais icónico acontecimento deste jovem século. Mas PG-M não avança para explicações políticas ou, sequer, civilizacionais. Não, o choque, aqui, é outro. São os minutos finais de um punhado de vidas, confrontado com o seu fim existencial. O que terá passado pela cabeça desta gente? Rezaram, choraram, encolheram os ombros, gritaram, saltaram? Cada um dos personagens escolhidos tem uma história, um mundo imenso só seu, a experiência de uma viagem única prestes a terminar. Estão ali porque as circunstâncias o ditaram. Podiam, até, ter estado noutro sítio, àquela hora pois “ao contrário de muitas histórias do 11 de Setembro, em que o fio do destino poderia ter flectido ou vibrado de outra forma por causa do mais ínfimo pormenor” (pag.91) aquelas vão terminar ali mesmo. “A religião, qualquer religião, serviu(…) Os que buscaram apenas a razão, morreram mais depressa” (p.155). Por vezes, muitas vezes, até, o autor deixa passar a ideia da existência de um certo determinismo, de que aquelas vidas, como as nossas, teriam um Destino traçado, o que é alimentado pelas pequenas histórias e acontecimentos que preencheram a vida das personagens antes do Inferno abrir portas em Nova Iorque. É um conceito que muita gente aceita, só que eu não, mas que o PG-M usa com mestria, assim enriquecendo a complexidade de cada personagem, especialmente face ao inevitável. Como o voo. Esse salto para o vazio, desde uma torre de metal, quando já se percebia que a salvação física era uma impossibilidade e que os edifícios iriam desaparecer “como se alguém se tivesse limitado a arrancar o ralo da banheira e essoutro gigante, o de aço e betão, se tornasse líquido” (p. 161).
Com uma maturidade na composição da trama e na caracterização de personagens que me surpreendeu, PG-M oferece ao leitor uma nova visão sobre um acontecimento que, todos nós, vimos, sentimos, mas não estivemos ao lado daqueles que literalmente a viveram. Eu sei exactamente onde estava, com quem estava e, até, que canal e que jornalista estava no ar, quando o segundo dos aviões embateu. Há uma dimensão “bigger than life” neste ataque terrorista e na posterior derrocada das torres. Mas o grande mérito deste livro é obrigar-nos a alterar o enfoque, qual “efeito Google Earth”, do cenário enorme e global que conhecemos para centrar a atenção em cada ser humano que ali esteve e que o autor escolheu para, quase dez anos depois, ressuscitar sob a sua pena.
Mas o autor não se limitou a pseudo-ficcionar o passado. Criou um “verso” e um “anverso”, cedendo a esse pueril desejo que guardamos dentro de nós de poder mudar o mundo e, em especial, o passado. Não, não se trata de uma investida na temática da “História Alternativa”, um sub-tema tão querido ao universo da ficção científica. O que PG-M nos oferece é a continuação da viagem das personagens, como se elas não tivessem desaparecido, para que concluamos que as suas reacções são iguais às nossas, que por cá ficámos. Efectivamente, nunca será demais recordar que podia ter sido um qualquer de nós, naquele dia, naquela cidade, naquelas torres…
Parabéns, Pedro!
Pedro Brás Marques, Junho de 2011
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Em Azeitão, mandam os que lá estão
Fotografias da sessão de Azeitão, que será alvo de crónica pessoal do autor.
A wonderfull session with adults studying at night, in Azeitão:
A wonderfull session with adults studying at night, in Azeitão:
Da Esqª para a Dirª: Dulce Julião, MªJosé Solposto, Mª Lurdes Rodrigues e Paula Lérias
(abaixadas, prof. Joana Ferreira e Ana Paula Lérias); direita p a esquerda, Mª José Solposto, Mª José Corrreia, Eduarda Braga, Dulce Julião, Joaquim Letria, Mª de Lurdes Rodrigues, Isabel Pena, Lisete Rola, Profª Gabriela -, atrás, prof. MºJosé Ratinho, Pedro Guilherme-Moreia, José Deitado, Paulo Rebelo prof. Rui Boné)
Alguma das perguntas feitas por estes heróis e heroínas, e que alimentaram uma longa e saborosa sessão:
1. O que o leva a escrever (José Deitado/Fábio Regra)
2. Quando começou a sentir paixão pela escrita? (Eduarda Braga)
3. Quando está a escrever, sente necessidade de partilhar a história ccomalguém? (Maria José Correia)
4. Sente-se influneciado por algum escritor? Qual o livro q mais o marcou? (Isabel Pena)
5. Como aconselharia um jovem escritor? (Lurdes Rodrigues)
6. Acha que o livro tradicional está a perder espaço para o livro digital? M(aria José Solposto)
7. A que horas do dia prefere escrever' (Eduarda Braga)
8. Gostaria de perceber o porquê de ter decidido escrever um romance e interligá-lo a um acto de terrorismo tão dramático? (Ana Paula Lérias)
9. Quanto tempo demorou a escrever este romance? (Dulce Julião)
10. Como se redige um romance? Eduarda Braga)
11. Qual a sensação de ver numa livraria um livro seu? (José deitado/ Ludovina Pereira)
2. Quando começou a sentir paixão pela escrita? (Eduarda Braga)
3. Quando está a escrever, sente necessidade de partilhar a história ccomalguém? (Maria José Correia)
4. Sente-se influneciado por algum escritor? Qual o livro q mais o marcou? (Isabel Pena)
5. Como aconselharia um jovem escritor? (Lurdes Rodrigues)
6. Acha que o livro tradicional está a perder espaço para o livro digital? M(aria José Solposto)
7. A que horas do dia prefere escrever' (Eduarda Braga)
8. Gostaria de perceber o porquê de ter decidido escrever um romance e interligá-lo a um acto de terrorismo tão dramático? (Ana Paula Lérias)
9. Quanto tempo demorou a escrever este romance? (Dulce Julião)
10. Como se redige um romance? Eduarda Braga)
11. Qual a sensação de ver numa livraria um livro seu? (José deitado/ Ludovina Pereira)
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terça-feira, 7 de junho de 2011
Recomendação de Tito Couto, no Porto Canal/ Porto Canal tv recommendation
Embora valha a pena ver todo o programa "Muito mais que livros", "A manhã do mundo" está a partir dos 6' 50''.
Crítica do blogue "As Partes do Todo"/ Review in a blogue
"A MANHÃ DO MUNDO
Pedro Guilherme Moreira
D. Quixote, 2011
As imagens das pessoas que saltaram do World Trade Center (WTC) naquela manhã de 11 de Setembro de há dez anos, deixaram-nos profundas feridas na nossa pacata alma de observadores externos…como se fôssemos nós a saltar com eles. O pudor mediático dos meios de comunicação tentou, ao longo do tempo, arrumá-las numa prateleira mais distante da memória numa pífia tentativa de resguardar os espíritos mais sensíveis. Como se isso fosse possível perante a obscenidade universal que foi todo aquele dia televisivo. Como se a coragem de antecipar a condenação inevitável fosse algo de pouco aconselhável, de pouca dignidade.
Sendo primeiramente uma homenagem a esses “saltadores”, “A Manhã do Mundo” é em si própria uma ferida em forma de porta. Uma abertura para debater conceitos de sempre à luz da lei das possibilidades, ao abrigo da eterna questão: “E se? What if?”
Quase todas as antigas civilizações têm na sua teorização da passagem do tempo a imagem do tapete. Cada um de nós tece um fio que é a sua existência, o seu caminho neste mundo. E é o entrelaçar dos fios, ou seja, a interacção entre nós e os outros, que vai tecendo o nosso tempo, o tecido das nossas histórias, devidamente supervisionado por uma Grande Deusa Tecelã. A força desta simbologia manifesta a sua influência na elaboração da Teoria das Cordas, utilizada na imagética da fiação, descrevendo o tecido microscópico de que é feito o nosso universo multidimensional, feito a partir de cordas que, vibrando sem cessar, vão introduzindo o ritmo na vida do Cosmos. Ao deixar uma nova experiência integrar o nosso quotidiano, não receando as transformações que ela traz consigo, o nosso padrão pessoal torna-se mais complexo e enriquece o padrão colectivo. Nós tornamo-nos co-criadores da grande teia.
Se à simbologia dos tapetes juntarmos a dos espelhos, estamos totalmente emergidos na acção deste romance, onde dois e dois nunca são quatro. Cada personagem será protagonista em dois filmes diferentes, separados pela lei da possibilidade. E aqui a formalização narrativa, fruto da originalidade proposta, ganha ainda mais força. Em primeiro lugar porque o narrador se transforma em câmara de filmar, que abre e fecha o zoom sobre a acção, ora penetrando no seu íntimo ora afastando-se, para que o leitor entenda o Plano Geral. Em segundo lugar porque a realidade pode ter muitas faces, como a visita a uma casa de espelhos, sem conseguimos encontrar duas imagens iguais. Na tapeçaria de todas as possibilidades destes personagens, a morte acaba por se tornar o que menos importa. E porquê? Porque o caminho, os nós do tecido e aqueles que amam ou amaram, são tudo o que entra em campo no princípio e no fim. Como se no dia do triunfo do ódio começasse a primeira etapa do triunfo do Amor.
Ou, vendo as coisas de outra maneira, a solidão dos “saltadores” é a nossa solidão. E a sua dignidade imortal também.
Artur Carvalho, 7 de Junho de 2011"
http://aspartesdotodo.blogspot.com/2011/06/manha-do-mundo.html
Pedro Guilherme Moreira
D. Quixote, 2011
As imagens das pessoas que saltaram do World Trade Center (WTC) naquela manhã de 11 de Setembro de há dez anos, deixaram-nos profundas feridas na nossa pacata alma de observadores externos…como se fôssemos nós a saltar com eles. O pudor mediático dos meios de comunicação tentou, ao longo do tempo, arrumá-las numa prateleira mais distante da memória numa pífia tentativa de resguardar os espíritos mais sensíveis. Como se isso fosse possível perante a obscenidade universal que foi todo aquele dia televisivo. Como se a coragem de antecipar a condenação inevitável fosse algo de pouco aconselhável, de pouca dignidade.
Sendo primeiramente uma homenagem a esses “saltadores”, “A Manhã do Mundo” é em si própria uma ferida em forma de porta. Uma abertura para debater conceitos de sempre à luz da lei das possibilidades, ao abrigo da eterna questão: “E se? What if?”
Quase todas as antigas civilizações têm na sua teorização da passagem do tempo a imagem do tapete. Cada um de nós tece um fio que é a sua existência, o seu caminho neste mundo. E é o entrelaçar dos fios, ou seja, a interacção entre nós e os outros, que vai tecendo o nosso tempo, o tecido das nossas histórias, devidamente supervisionado por uma Grande Deusa Tecelã. A força desta simbologia manifesta a sua influência na elaboração da Teoria das Cordas, utilizada na imagética da fiação, descrevendo o tecido microscópico de que é feito o nosso universo multidimensional, feito a partir de cordas que, vibrando sem cessar, vão introduzindo o ritmo na vida do Cosmos. Ao deixar uma nova experiência integrar o nosso quotidiano, não receando as transformações que ela traz consigo, o nosso padrão pessoal torna-se mais complexo e enriquece o padrão colectivo. Nós tornamo-nos co-criadores da grande teia.
Se à simbologia dos tapetes juntarmos a dos espelhos, estamos totalmente emergidos na acção deste romance, onde dois e dois nunca são quatro. Cada personagem será protagonista em dois filmes diferentes, separados pela lei da possibilidade. E aqui a formalização narrativa, fruto da originalidade proposta, ganha ainda mais força. Em primeiro lugar porque o narrador se transforma em câmara de filmar, que abre e fecha o zoom sobre a acção, ora penetrando no seu íntimo ora afastando-se, para que o leitor entenda o Plano Geral. Em segundo lugar porque a realidade pode ter muitas faces, como a visita a uma casa de espelhos, sem conseguimos encontrar duas imagens iguais. Na tapeçaria de todas as possibilidades destes personagens, a morte acaba por se tornar o que menos importa. E porquê? Porque o caminho, os nós do tecido e aqueles que amam ou amaram, são tudo o que entra em campo no princípio e no fim. Como se no dia do triunfo do ódio começasse a primeira etapa do triunfo do Amor.
Ou, vendo as coisas de outra maneira, a solidão dos “saltadores” é a nossa solidão. E a sua dignidade imortal também.
Artur Carvalho, 7 de Junho de 2011"
http://aspartesdotodo.blogspot.com/2011/06/manha-do-mundo.html
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Maria do Rosário Pedreira sobre o livro "A manhã do mundo" e o seu autor, Pedro Guilherme-Moreira
"(...) Há cerca de um ano, uma notícia (que, graças a Deus, acabou por revelar-se pouco mais do que um boato) fez correr muita tinta em jornais e bater muita tecla em blogues de opinião por todo o lado. Rezava a maldita que no Reino Unido fora tomada a decisão de retirar o Holocausto dos programas de ensino para não ferir a sensibilidade dos muitos alunos muçulmanos que ali vivem. Ainda antes do desmentido, o mundo insurgiu-se contra tal branqueamento, alegando que, por melhores que sejam as razões e as intenções, há factos históricos demasiado terríveis para serem simplesmente ignorados ou esquecidos; e, mesmo em Inglaterra, onde o jornalismo é pouco dado a exibir as feridas das suas tragédias (nunca se viu na TV um só lampejo de como ficaram as carruagens de metro depois do atentado de 7 de Março em Londres), muitos insistiram em que, para não repetir o horror, é fundamental partilhá-lo e lembrá-lo, seja através das suas próprias imagens, seja através da sua evocação ou representação artística.
Uma pessoa que conheço bastante bem foi há uns anos a Auschwitz a convite do governo alemão e veio de lá marcada por uma imagem pungente que conseguiu sobrepor-se a todas as que já vira ao longo da vida dos campos de concentração: no museu, penduradas num cordel, alinhavam-se, quase candidamente, as roupinhas minúsculas de bebés que ali tinham perdido a vida. De imagens tremendas como estas, desviamos os olhos, se pudermos – mas isso equivale, de certa maneira, a fingir que não aconteceu. O problema é que, às imagens que o nosso olhar já consegue suportar, de tanto as ter visto e revisto, acabamos por habituar-nos – e isso equivale, de certa maneira, a esquecer que aconteceu.
Para podermos manter o nível de escândalo, raiva e repúdio pelo exercício do mal em todo o mundo e em todos os tempos (e só falei do Holocausto nazi porque este livro o refere mais de uma vez), as imagens, por mais dramáticas que sejam, nem sempre bastam e, muitas vezes, são até menos eloquentes e eficazes do que as dezenas de livros, filmes e demais representações ficcionais e estéticas das tragédias. No romance Tudo o que eu tenho trago comigo, da Prémio Nobel da Literatura Herta Müller, a fome pareceu-me, por exemplo, muito mais escandalosa e visual do que em alguns clichés fotográficos de crianças africanas na National Geographic. A arte – à qual não é preciso virar a cara por ser bela – pode ser, nessa medida, uma forma superior de prolongar a memória de tudo aquilo que não pode nem deve ser repetido.
Passam agora dez anos sobre o atentado de 11 de Setembro na «cidade sagrada de Nova Iorque» [expressão do autor]. E aquela sequência exibida até à exaustão nas televisões de todo o mundo da primeira Torre do WTC rasgada pelo fogo, e do embate, em directo, do segundo avião na outra Torre, corre o risco de perder força, de se banalizar e de, por isso mesmo, nos incomodar cada vez menos. É, pois, preciso pugnar para que a memória não se apague lançando mão de outros recursos, e A MANHÃ DO MUNDO, o romance que hoje lançamos, parte de histórias reais para construir, com a arte da ficção, uma das mais belas homenagens às 3000 e tal vítimas desse atentado: bela literariamente, bela porque de certa forma redentora, bela também porque, dando um rosto às vítimas e inventando-lhes uma vida que, a perder-se, terá em certos casos consequências funestas para os vivos que dela dependem, nos faz sentir culpados se ignorarmos ou esquecermos o que aconteceu nessa manhã. Desse modo, esta estreia de Pedro Guilherme-Moreira torna-nos, num certo sentido, melhores pessoas – pessoas como, no decurso da tragédia reencenada neste romance, são Thea, Mark, Millard, Alice, Solomon, ou mesmo Ayda, a louca para quem a morte pode ser, afinal, a única forma de salvação; pessoas como os grandes heróis desse dia: bombeiros, paramédicos, militares, voluntários e mesmo companheiros de infortúnio que seguraram na mão da pessoa ao seu lado no derradeiro minuto para que não se sentisse tão sozinha no seu destino inescapável; pessoas como, ao fim de longos meses de contactos, conversas e até pequenas zangas, concluí ser o próprio Pedro Guilherme-Moreira – que, para mim, se revelou assim uma espécie de (não se riam) Coca Cola humana que, primeiro, se estranha e depois se entranha.
Quero agradecer-lhe, pois, ter escrito A MANHÃ DO MUNDO, ter-me arrastado para junto dos que saltaram das Torres Gémeas no dia 11 de Setembro de 2001, ter-me até permitido saltar com eles nestas páginas e perceber, com a literatura, que a memória não basta, que é preciso continuarmos a combater o esquecimento. Ler este seu livro – garanto – é uma excelente forma de o fazermos. E, ainda por cima, sem nunca precisarmos de desviar os olhos. (...)"
Maria do Rosário Pedreira, Junho de 2011
Lançamento "A manhã do Mundo" em Lisboa (2 de Junho)/ Lisbon book release June 2nd
Imagens do lançamento lisboeta do livro, no confortável auditório da Bulhosa de Entrecampos (que encheu), com intervenções da editora da D.Quixote, Maria do Rosário Pedreira (texto aqui) e do autor, Pedro Guilherme-Moreira. A apresentação ficou a cargo de Joaquim Letria.
Images of the Lisbon book release, with the presentation of the known journalist Joaquim Letria:
Images of the Lisbon book release, with the presentation of the known journalist Joaquim Letria:
Crítica do Expresso (José Mário Silva)/ Expresso weekly newspaper review
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Crítica do Expresso "Manhã do Mundo",
José Mário Silva
segunda-feira, 30 de maio de 2011
SHORTLIST: uma lista especial no Expresso, Atual, Sábado, 28-5-2011 / The book leads and editor's shortlist
sábado, 28 de maio de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Apreciações e críticas ao livro - Appreciations and reviews - Sónia Alcaso, Elsa Bettencourt e Francisco José Viegas
Acabei ontem de ler o teu, agora meu, livro. Adormeci horas depois e fui transportada para Nova Iorque. Não foi um pesadelo. É um livro que alarga horizontes e nos torna mais lúcidos. Um livro sobre a vida. Que me faz desejar sentir viva. Mais viva ainda. A cada capítulo esperamos e desesperamos que as personagens, que já se tornaram amigas, consigam escapar ao destino. "Até onde é preciso ir para virar a cara à morte?".Mas, para lá do que escreves, é a forma como o fazes - como escreves - que nos cativa do início ao fim. Obrigada por escreveres. Tenho de te agradecer, mais uma vez, teres-me proporcionado este estado de deliciosa alienação. Apesar de retratares momentos em que o mundo, para milhares de pessoas, se desmoronava e desaparecia para sempre de uma maneira violenta, conseguiste fazê-lo com uma grandeza humana impressionante. Sobretudo, escreveste contra a morte.
Sónia Alcaso
(I've just finished up reading your, now mine, book. I fell asleep hours later and was transported to New York. It was not a nightmare. It is a book that expands horizons and makes us more lucid. A book about life. That makes me want to feel alive. More alive. Each chapter we feel hope and despair in the behalf of the characters, who have become friends. We fear that they will be unable to escape their fate. "How far do we need to go to turn our face away from death?".
But beyond waht you write, is how you do it that captivates from start to finish. Thanks for writing. I have to thank you once again, you have offered me this delicious state of alienation. Despite portraying a world that, for thousands of people, collapsed and disappeared forever in a violent way, you did do it with an impressive human greatness. Above all you wrote against death.
Sonia Alcaso)
Sonia Alcaso)
Elsa Bettencourt
(I finished this reading. Many memories surface. I cried in page 184, and smile at the end. Just because. The layers, and "what ifs " shook me. Written in a breathtaking way. I swam to the surface as often as necessary. I returned to dive! No fear! I loved it.
Elsa Bettencourt)
Francisco José Viegas):
http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/06/blog-878.html
***
O primeiro romance de Pedro Guilherme-Moreira, ‘A Manhã do Mundo’ (Dom Quixote) reenvia-nos a um exercício de ficção sobre o 11 de Setembro – é raro isso acontecer na nossa literatura: uma viagem para lá das nossas fronteiras.
***
Pedro Guilherme-Moreira's first novel, ‘A Manhã do Mundo’ (Dom Quixote) , send us back to a fictional exercise about 9/11 - it's a rare event in portuguese literature: a voyage beyond our own borders.
Elsa Bettencourt)
Francisco José Viegas):
http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/06/blog-878.html
***
O primeiro romance de Pedro Guilherme-Moreira, ‘A Manhã do Mundo’ (Dom Quixote) reenvia-nos a um exercício de ficção sobre o 11 de Setembro – é raro isso acontecer na nossa literatura: uma viagem para lá das nossas fronteiras.
***
Pedro Guilherme-Moreira's first novel, ‘A Manhã do Mundo’ (Dom Quixote) , send us back to a fictional exercise about 9/11 - it's a rare event in portuguese literature: a voyage beyond our own borders.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
2ª parte do Booktrailer
Esta é a segunda parte do booktrailer:
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2ª parte,
booktrailer
Clipping: TvMais de 18 de Maio de 2011
Clipping: saiu hoje na TvMais com uma ligeira alteração à história:))). Nenhum drama. Apenas um largo sorriso. A jornalista foi voluntariosa e deu a notícia de moto próprio (já agora, o marido e o filho da Ayda não saltam, nem ela os amaldiçoa. Mas amaldiçoa outros:).
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Em boa companhia / In good company
O Pedro Brás Marques encontrou-o a socializar com o do Paul Auster no El Corte Inglés de Gaia, com o Gonçalo M. Tavares e com o José Luís Peixoto na Guia e com o Bono e a Isabel Stillwell no Continente do mesmo shopping e enviou-nos as provas;:) (Pedro Brás Marques found it socializing with several authors in El Corte Ingles Gaia and in a Algarve Shopping sent us the proof;)
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