
"Martin Amis tem, neste livro, duas narrativas curtas dotadas de uma qualidade invulgar, principalmente em «No Palácio do Fim». Neste conto, o autor consegue transmitir a atroz despersonalização do indivíduo.
No outro conto, «Os Últimos Dias de Muhammad Atta», pratica um agónico exercício de alteridade. A perspectiva adoptada é a de Muhammad Atta, um dos terroristas que direccionou um dos aviões contra uma das torres gémeas.
Em Portugal, o terrorismo tem sido amplamente debatido na Comunicação Social, mas não teve, até recentemente, uma presença importante na literatura.
No entanto, em 2011, Pedro Guilherme-Moreira editou, com muito sucesso, o romance «A Manhã do Mundo» (edições Dom Quixote). Quando lhe foi perguntado por que razão tinha escrito sobre 09/11, o autor português respondeu: «Talvez porque somos todos América, mesmo que em contraponto, e porque era fundamental que ficasse assente o ponto de vista das vítimas, o tal que não importa à história com agá grande, mas nos importa a nós: aliás, eu gostava que o livro fosse sentido e lido como o «se isto é um homem» do piso 106 da torre norte, e não apenas como um livro sobre o 11 de Setembro.»"
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